quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tudo sobre gatos - Discovery Channel

Documentário para estudo do personagem





domingo, 20 de junho de 2010

Teatro do Oprimido


Tenho muita curiosidade por este método teatral. Às vezes trabalha-se teatro como algo que se dá e não recebe, ou como algo para poucos. Eu acredito no teatro, assim como qualquer outro tipo de arte, como instrumento para denunciar a caducidade desse sistema em que vivemos, para forjar uma nova sociedade, em que todos tenham de fato participação e sejam reconhecidos por seus esforços. Por isso acredito no Teatro do Oprimido, apesar de não conhecer tão bem a ponto de elaborar um texto para o blog. Por isso vou postar aqui um pequeno texto do Centro de Teatro do Oprimido, que explica um pouco de como e quando Augusto Boal contribuiu para esta técnica.

Depois de exilado pelo regime militar, Boal se dedicou a pesquisar formas teatrais que pudessem ser úteis para oprimidos e oprimidas, criando condições para ultrapassarem o papel de consumidores de bens culturais e assumirem a condição de produtores de cultura e de conhecimento. Para tanto, sistematizou o Teatro do Oprimido, que poderia ser chamado de Teatro do Diálogo que, partindo da encenação de uma situação real, estimula a troca de experiências entre atores e espectadores, através da intervenção direta na ação teatral, visando à análise e a compreensão da estrutura representada e a busca de meios concretos para ações efetivas que levem à transformação daquela realidade.

Um Método teatral que se baseia no princípio de que o ato de transformar é transformador. Como diria Boal, aquele que transforma as palavras em versos transforma-se em poeta; aquele que transforma o barro em estátua transforma-se em escultor; ao transformar as relações sociais e humanas apresentadas em uma cena de teatro, transforma-se em cidadão. Um Método que busca, através do Diálogo, restituir aos oprimidos o seu direito à palavra e o seu direito de ser.

Boal sempre insistiu que as técnicas que compõem o Método do Teatro do Oprimido não surgiram como invenção individual e sim como consequência de descobertas coletivas, a partir de experiências concretas que revelaram necessidades objetivas. Cada uma das técnicas do Teatro do Oprimido representa uma resposta encontrada por Boal e pelos colaboradores e colaboradoras que acumulou ao longo de sua carreira. [Bárbara Santos]

sábado, 19 de junho de 2010

Fantasiar é o desafio.

Nosso aprendizado começa a tomar corpo. Estamos estudando agora o heroísmo, o mundo da fantasia. Nossas experiências em imitar animais começam a ter um sentido diferente, mágico, estranho eu diria.
Na quarta-feira (aula em que faltei para estar na manifestação pelo meio-passe) foram discutidas coisas relacionadas à nossa organização interna, como a criação deste blog para que pudéssemos nos comunicar. Já na quinta, assistimos ao filme "Stardust - O mistério da estrela"...

e também uma parte de "O labirinto do Fauno"

que, tanto pelo fauno, pela obscuridade e pela mesa cheia de comidas e bebidas, me lembrou um dos meus jogos de computador favoritos: American Mcgee's Alice, que é uma sátira de Alice no País das Maravilhas, em que Alice, já adolescente, internada em um hospício após a morte trágica de seus pais, é encontrada pela lebre e levada novamente ao País das Maravilhas, que na verdade se transformou em País dos Pesadelos. É muito bom, recomendo a todos os que gostam de Alice e jogos de computador.

O que gostei em ambos os filmes foi, além da fantasia, o fato de serem ambientados e eras passadas, pois acho que assim o filme se torna muito mais mágico do que em filmes como "Quarteto Fantástico", por exemplo.
Foi lançado para nós o desafio de criar uma cena fantasiosa para que pudéssemos apresentar no dia seguinte. Foram formados grupos e cada um apresentou sua cena. Pois bem, acho que todos nós cumprimos nosso papel, e ainda podemos melhorar muito. O que mais gostei no resultado final foi o que percebi após a discussão das opiniões. Em um dos grupos havia uma discordância quanto ao que se faria na cena, no entanto o trabalho final foi tão bom e verdadeiro que eu, como platéia, não teria nem imaginado o desentendimento se não tivessem comentado sobre isso durante a discussão de opiniões. Isso mostra o quanto é difícil trabalhar em grupo mas, em compensação, o quanto é produtivo e o quanto podemos evoluir com isso. Para que o trabalho saia bom, é necessário respeito entre os colegas, é necessário que cada um saiba discutir e ceder no momento certo e, o mais importante: o público não precisa, ou melhor, não pode saber o que houve por trás das cortinas! A criação pode ser alegre e sem pedras no caminho, ou pode ser difícil, mas o resultado final é o que o público quer absorver, e para isso é necessário saber se encontrar no coletivo. Nem sempre tudo é um mar de rosas, seria estranho termos que trabalhar apenas com pessoas que tem a opinião igual à nossa, não acham? Por isso acho importante sabermos nos colocar em nosso lugar enquanto grupo e trabalhar da forma mais séria possível. No fim, todas as cenas foram boas.

Versos Íntimos

Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

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