sábado, 19 de junho de 2010

Fantasiar é o desafio.

Nosso aprendizado começa a tomar corpo. Estamos estudando agora o heroísmo, o mundo da fantasia. Nossas experiências em imitar animais começam a ter um sentido diferente, mágico, estranho eu diria.
Na quarta-feira (aula em que faltei para estar na manifestação pelo meio-passe) foram discutidas coisas relacionadas à nossa organização interna, como a criação deste blog para que pudéssemos nos comunicar. Já na quinta, assistimos ao filme "Stardust - O mistério da estrela"...

e também uma parte de "O labirinto do Fauno"

que, tanto pelo fauno, pela obscuridade e pela mesa cheia de comidas e bebidas, me lembrou um dos meus jogos de computador favoritos: American Mcgee's Alice, que é uma sátira de Alice no País das Maravilhas, em que Alice, já adolescente, internada em um hospício após a morte trágica de seus pais, é encontrada pela lebre e levada novamente ao País das Maravilhas, que na verdade se transformou em País dos Pesadelos. É muito bom, recomendo a todos os que gostam de Alice e jogos de computador.

O que gostei em ambos os filmes foi, além da fantasia, o fato de serem ambientados e eras passadas, pois acho que assim o filme se torna muito mais mágico do que em filmes como "Quarteto Fantástico", por exemplo.
Foi lançado para nós o desafio de criar uma cena fantasiosa para que pudéssemos apresentar no dia seguinte. Foram formados grupos e cada um apresentou sua cena. Pois bem, acho que todos nós cumprimos nosso papel, e ainda podemos melhorar muito. O que mais gostei no resultado final foi o que percebi após a discussão das opiniões. Em um dos grupos havia uma discordância quanto ao que se faria na cena, no entanto o trabalho final foi tão bom e verdadeiro que eu, como platéia, não teria nem imaginado o desentendimento se não tivessem comentado sobre isso durante a discussão de opiniões. Isso mostra o quanto é difícil trabalhar em grupo mas, em compensação, o quanto é produtivo e o quanto podemos evoluir com isso. Para que o trabalho saia bom, é necessário respeito entre os colegas, é necessário que cada um saiba discutir e ceder no momento certo e, o mais importante: o público não precisa, ou melhor, não pode saber o que houve por trás das cortinas! A criação pode ser alegre e sem pedras no caminho, ou pode ser difícil, mas o resultado final é o que o público quer absorver, e para isso é necessário saber se encontrar no coletivo. Nem sempre tudo é um mar de rosas, seria estranho termos que trabalhar apenas com pessoas que tem a opinião igual à nossa, não acham? Por isso acho importante sabermos nos colocar em nosso lugar enquanto grupo e trabalhar da forma mais séria possível. No fim, todas as cenas foram boas.

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